terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Perda de Apetite (Anorexia)














A perda ou a falta de apetite é um dos problemas mais comuns do tratamento. Muitas coisas afetam o apetite, inclusive o mal-estar e a depressão. As sugestões a seguir podem auxiliá-los a tornar mais agradável a hora das refeições para que você tenha mais vontade de comer: 

  • Varie cores dos alimentos servidos no seu prato. Arranje-os atrativamente.
  • Não coma com pressa.
  • Ocupe-se com suas atividades normais. No entanto, se não estiver com vontade e não quiser participar delas, não se sinta obrigado a isso.
  • Tente mudar a hora, o lugar e o ambiente onde comer. Coloque uma mesa colorida, ouça música suave enquanto come. Coma com outras pessoas.
  • Várias e pequenas refeições ao longo do dia podem dar melhores resultados.

Experimente 

  • Dieta Fracionada.
  • Utilizar em suas refeições os alimentos de sua preferência.
  • Milk Shake, iogurte com frutas, sorvete, vitaminas.
  • Variar as cores dos alimentos no seu prato. 
Evite 
  • Ficar sem se alimentar.


Práticas que contribuem para diminuir a anorexia (perda do apetite) 
durante o tratamento do câncer 

_ Evitar alimentos de difícil digestão.
– Avaliar com sua nutricionista o uso de suplementos e complementos nutricionais
 ricos em calorias e proteínas.
– Consumir alimentos hipercalóricos de forma adequada.
– Evitar a ingestão de líquidos durante as refeições.


Inserir na alimentação:

– Carnes, aves, peixes e ovos em preparações variadas;
– Leite sem lactose e queijos;
– Canjas e sopas cremosas acrescidas de azeite extravirgem;
– Sorvetes de frutas;
– Vegetais e massas com molho cremoso;
– Vitaminas com sorvetes;
– Farináceos e geléias;
– Pudins, gelatinas e frutas;
_ Ingerir pequenas porções de alimentos e com mais frequência.


Fonte: ONCOGUIA e CON

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Alimentos: saiba o que ajuda e o que é melhor evitar!




Dicas Nutricionais que podem Amenizar os Efeitos Colaterais da Quimioterapia 

Náuseas e Vômitos 

São relatados pelos pacientes como o efeito colateral mais desagradável do tratamento. Aproximadamente 30% das drogas quimioterápicas provocam náuseas e vômitos. Alguns pacientes acabam desenvolvendo estímulos condicionados, ou seja, associam o tratamento com os efeitos e então eles aparecem. Seu médico pode orientar o uso de antieméticos sempre que necessário. 

Experimente
  • Mingau de aveia.
  • Torradas.
  • Biscoitos integrais.
  • Bolachas cream cracker.
  • Alimentos frios.
  • Sucos de frutas, frutas em pedaços.
  • Água de coco.
  • Gelatinas e sorvetes de frutas.
  • Iogurte.
  • Raspadinha de gelo.
Evite
  • Alimentos quentes.
  • Alimentos gordurosos.
  • Alimentos fritos.
  • Alimentos muito doces.
  • Condimentos, pimentas.
  • Alimentos com odores fortes. 
Sugestões
  • Faça uma dieta fracionada, comendo pequenas quantidades, lenta e frequentemente.
  • Evite a ingestão de líquidos junto às refeições.
  • Evite comer em locais abafados, quentes ou com odores que possam causar náuseas.
  • Não tente ingerir seus alimentos preferidos quando sentir náuseas.
  • Descanse após refeições, pois a atividade pode retardar a digestão.
  • Se a náusea costuma aparecer durante o tratamento, evite comer 1 ou 2h horas antes da quimioterapia ou radioterapia.
  • Tente descobrir quando a náusea ocorre e qual sua causa.
  • Introduza mudanças no seu plano alimentar. Fale com o médico ou nutricionista.
Vômitos
O vômito pode seguir à náusea e ser provocado pelo tratamento, por odores de alimentos, pela presença de gases no estômago. Se o vômito for intenso ou durar alguns dias entre em contato com seu médico. Após o vômito: 

  • Beber pequenas quantidades de líquidos, se possível 50ml de 20/20 minutos.
  • Experimente uma dieta líquida, até conseguir retornar a sua alimentação normal, gradualmente.
  • Faça uma dieta fracionada, se possível, comendo de 2/2 horas.
Evite 
  • Comer enquanto os vômitos não estiverem controlados. 

Obs.: Gente, eu quando fiz 6 meses de quimioterapia adjuvante, chupei muito picolé de limão.  Adorava e o enjoo ia embora.  Compramos caixas fechadas com picolés de limão.

Fonte: ONCOGUIA

sexta-feira, 1 de julho de 2016

COMPANHIA FARMACÊUTICA DOS EUA DESCOBRE REMÉDIO QUE INIBE CÂNCER











As ações da Tesaro, uma pequena indústria farmacêutica dos Estados Unidos, aumentaram em 82% nessa semana depois de a companhia anunciar um remédio que diminui a velocidade de crescimento de tumores nos ovários.
Em um teste com 500 pacientes voluntários, os pesquisadores da empresa descobriram que o niraparib inibe o desenvolvimento dos pólipos cancerígenos.
O remédio deve passar a ser vendido nos Estados Unidos e na Europa até o final do ano.
O estudo foi feito com pacientes que já haviam recebido um outro medicamento que parava o crescimento dos tumores. O niparib serviu para impedir que eles crescessem novamente.
Várias outras companhias estão desenvolvendo tipos de inibidores PARP, mas em diferentes estágios da doença.
Analistas da agência de pesquisas Leerink calculam que as vendas de niparib podem chegar aos US$ 323 milhões até 2018 e passar de US$ 1 bilhão até 2021

Fonte: Brasil 247.

sábado, 12 de dezembro de 2015

Chá Verde poderá tornar-se Tratamento Contra o Câncer

















Pesquisadores da Clínica Mayo reportaram resultados positivos em leucemia no estágio inicial usando em pesquisas que usaram o EGCG, um ingrediente ativo do chá verde.
O estudo determinou que os pacientes com leucemia crônica podem tolerar o elemento químico muito bem quando administrados em altas doses em forma de cápsula e a contagem de leucócitos foi reduzida em um terço dos pacientes.
A leucemia crônica é o subtipo mais comum da doença nos EUA. Atualmente, não tem cura. Testes com sangue possibilitaram diagnósticos no estágio inicial em muitos casos, mas o tratamento consiste em esperar enquanto a doença se desenvolve.
Os pesquisadores esperam que o EGCG possa estabilizar a doença no primeiro estágio e talvez melhorar a efetividade do tratamento quando combinado com outras terapias.
A pesquisa já está na segunda fase, seguindo os pacientes que receberam o tratamento. Esses estudos são os últimos passos de um projeto que começa com testes do extrato de chá verde nas células cancerígenas no laboratório Mayo.
Depois que a pesquisa laboratorial mostrou grande efeito matando as células da leucemia, a descoberta foi aplicada em tecidos animais.

Fonte:  Science Daily



sábado, 28 de novembro de 2015

Cientista de MG desenvolve anticorpo para diagnosticar Câncer de Mama























Uma professora do curso de Biologia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) é a responsável pelo desenvolvimento de um tipo de anticorpo capaz de reconhecer proteínas do câncer de mama. Foram dez anos de pesquisa, que foi reconhecida em 2015 pelo prêmio "Octavio Frias de Oliveira”, que incentiva a produção de conhecimento nacional na prevenção e combate ao câncer.

Thaise Gonçalves Araújo atua no campus da universidade em Patos de Minas, no Alto Paranaíba. Ela contou que para a observação teve o auxílio de um grupo de pesquisadores. "Foi coletado o material genético de dez pacientes que recorreram ao Hospital de Clínicas da UFU para extração do material genético”, afirmou.

A partir do material se construiu e modificou sequências para obter anticorpos promissores para diagnóstico do câncer de mama, dentre estes o FabC4. "Quando testamos esse anticorpo vimos que ele conseguia diferenciar as pacientes que tinham câncer daquelas que tinham doenças benignas. No grupo de pacientes com câncer vimos que ele identificava as que tinham tumores de grau três ou triplos negativos, para os quais só tem um tipo de tratamento, quimio e radioterapia”, acrescentou.

De acordo com a professora, o anticorpo pode predizer a evolução da doença em um subgrupo extremamente heterogêneo, o que abre portas para o melhor tratamento da doença.

Atualmente, ela e o grupo de pesquisadores estão aprofundando os estudos quanto a atividade biológica do anticorpo em diferentes linhagens de células tumorais. "Buscamos verificar sua atividade na proliferação, migração e morte de células tumorais”, acrescentou.

Finalizando os teste em células, o grupo  iniciará os testes em animais. Além disso, eles buscam também compreender novas vias oncogênicas para melhor compreender a doença. "Pesquisa aplicada não existe sem pesquisa básica”, ressaltou Thaise Gonçalves.

Premiação

A descoberta do anticorpo rendeu à pesquisadora o Prêmio Octavio Frias de Oliveira de 2015, realizado pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira (Icesp), em parceria com o grupo Folha de São Paulo. O trabalho foi reconhecido no quesito Inovação Tecnológica e a premiação aconteceu em agosto deste ano.

Também participaram do estudo os professores Luiz Ricardo Goulart Filho (Ingeb/UFU) e Iara Cristina de Paiva Maia (Faculdade de Medicina/UFU), além de profissionais do Hospital do Câncer de Barretos e do A. C. Camargo Câncer Center.

A pesquisa, que teve início no mestrado de Thaíse Araújo, foi financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do estado de Minas Gerais (Fapemig).

Ciência desde a infância

A inspiração de Thaise Gonçalves pela Ciência vem desde a infância. Ela sempre gostou de criar, de pesquisar e inovar.

Na graduação ela já pretendia trabalhar na procura da cura do câncer, sobretudo o de mama.

"Talvez por ironia do destino, minha mãe hoje luta contra o câncer de mama. Dediquei a ela esta conquista”, concluiu.

Equipe Oncoguia - Data de cadastro: 23/11/2015
Fonte: G1


quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Descoberto novo câncer ligado ao uso de prótese mamária





As autoridades de saúde francesas alertam para um novo tipo de câncer possivelmente desenvolvido por mulheres que implantaram próteses mamárias. Segundo oncologistas, o linfoma AGC-AIM, (linfoma
anaplásico de grandes células) foi diagnosticado apena em pessoas com silicone nas mamas.

Somente na França, 18 casos já foram diagnosticados nos últimos três anos, 14 deles em pacientes que implantaram silicone da fabricante norte-americana Allergan. Esse tipo de tumor já foi identificado em 173 pacientes no mundo.

O aparecimento deste novo câncer preocupa as autoridades de saúde francesas. De acordo com o jornal Le Parisien, peritos do Instituto de Câncer vão comunicar o surgimento desse linfoma à Organização Mundial de Saúde (OMS).

O Ministério da Saúde da França enviou uma mensagem de alerta máxima aos médicos de todo o país, solicitando a comunicação de casos suspeitos em pacientes com silicone nos seios.

A Agência Nacional de Segurança Medicamentosa fará uma reunião, prevista para o fim deste mês, onde poderá ser definida a proibição do comércio de certos modelos de próteses mamárias, na França.

Enquanto isso, o ministro da Saúde francês, Marisol Touraine disse que não é recomendado que as mulheres retirem suas próteses. Novos testes estão sendo feitos para comprovar a ligação entre o linfoma e os implantes feitos com silicone da farmacêutica norte-americana.

Escândalo da prótese mamária PIP
Em dezembro de 2011, o governo francês recomendou que todas as mulheres que tinham implantes mamários da marca Poly Implant Prothèse (PIP) se submetessem à uma cirurgia para retirá-las de modo preventido. A agência francesa identificou cinco tipos de óleos utilizados nas próteses que não são recomendados para uso médico.

O uso do silicone industrial é de má qualidade e inferior ao silicone-padrão, o que aumenta a possibilidade de ruptura. As primeiras reclamações surgiram em 2010 e levaram a falência da empresa. Em depoimento, o fundador da empresa admitiu ter usado silicone adulterado e não-testado nas próteses por acreditar ser "mais barato e melhor”.

Repercussão no Brasil

Em 29 de dezembro de 2011, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) cancelou o registro da PIP no Brasil. O Ministério da Saúde determinou, em 2012, que o SUS pagaria a cirurgia para troca do silicone adulterado das brasileiras que haviam se submetido ao implante.

O próprio SUS utilizou a marca de prótese mamária nos casos de mastectomia (retirada da mama em pacientes com câncer), isso se tornou um caso de saúde pública e foi decidido que o governo pagaria a troca das próteses.

Tipos de próteses
As próteses mamárias podem ser do tipo cônico, redondo ou natural (em gota). Existem marcas que ainda subdividem o modelo natural em mais dois ou três submodelos a depender do formato da base.

Escolher entre um modelo cônico, redondo ou em gota irá influenciar diretamente no formato final das mamas. A escolha é feita pelo cirurgião plástico após análise do paciente e suas expectativas. É importante que o médico seja credenciado à Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.


Fonte: Terra/ONCOGUIA

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

EUA liberam novo remédio contra um dos tipos de câncer que mais mata no Brasil

















O câncer de pâncreas é considerado um dos tipos mais letais da doença entre os brasileiros, sendo que os tratamentos existentes nem sempre são efetivos. Agora, um remédio inovador que acaba de ser aprovado nos Estados Unidos e deve começar a ser vendido nas próximas semanas promete impedir o avanço do tumor.
Os estudos foram comandados pela Merrimack Pharmaceuticals e incluíram diversos parceiros ao redor do mundo para testar a droga. Entre eles, o Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), onde o medicamento apresentou resultados animadores. Para se ter uma ideia, após 12 semanas de uso, 57% dos pacientes tratados com a nova droga continuavam vivos, contra 26% dos que permaneceram recebendo o tratamento convencional.
Batizado cientificamente de MM-398, o medicamento representa uma maneira mais inteligente de usar a quimioterapia, tendo sido desenvolvido para romper com uma barreira celular formada pelo tumor cancerígeno, já que a doença é responsável também pela formação de células fibrosas em volta do tumor. Com a ajuda da nanotecnologia, o tratamento usa uma espécie de bolinha onde são colocadas partículas do medicamento. É dentro dessa esfera que o remédio entra na circulação, sendo liberado apenas próximo ao tumor.
Apesar dos avanços, ainda não há prazo para que o medicamento seja liberado no Brasil – antes disso, a substância ainda precisa ser encaminhada para registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).


Fonte:  por Redação Hypeness

@hypeness com br



quarta-feira, 20 de maio de 2015

O Câncer é Devastador para a Saúde e para as Finanças



Como enfrentar o ônus financeiro do tratamento de câncer
Há dez anos, Scott Lazerson tirou três meses de licença do seu trabalho como estrategista de mídia, mas não para tirar um sabático ou férias. Ele estava em um estágio avançado de câncer no testículo, e a segunda rodada de quimioterapia o deixou exausto e sem condições de trabalhar.
"Eu acho que estava na cama a maior parte do tempo", diz Lazeson, hoje com 44 anos. Ele mora no Estado americano do Utah. "Eu estava muito, muito doente."
Lazerson entrou com um pedido por benefícios para doentes junto ao governo americano, para cobrir o rombo financeiro deixado em suas economias pela interrupção no trabalho. Mas o dinheiro só começa a ser depositado depois do sexto mês da doença. Como ele é dono de um empresa que presta serviços terceirizados, ele não tinha direito a um seguro ou qualquer outro tipo de benefício dado a trabalhadores.
Sua esposa fez alguns trabalhos de consultoria para complementar a renda e pagar as contas. Eles também receberam ajuda da família e de um ex-empregador, que aceitou pagar três meses da hipoteca da casa do casal.
"Tivemos que cortar todos os gastos, estavamos literalmente em modo de sobrevivência", diz Lazerson.
Ele não está sozinho. Uma quantidade surpreendente de pacientes com câncer não recebem ajuda do empregador ou do governo durante períodos de emergência médica - às vezes porque esses benefícios não existem; outras porque eles existem, mas o trabalhador não optou por elas; e existe ainda o caso de regras rígidas demais, que não permitem que a pessoa tenha acesso a ajuda financeira.
Nos Estados Unidos, 30% das famílias de renda média com pacientes que sobreviveram a câncer acabaram acumulando dívidas de pelo menos US$ 10 mil (cerca de R$ 23 mil), segundo um estudo da Washington National Institute for Wellness Solutions. Pessoas diagnosticadas com câncer aumentam em 2,5 vezes suas chances de entrar em falência, segundo outro estudo da Public Health Sciences Division.
No Reino Unido, os provedores de serviços para pacientes com câncer têm US$ 4,38 milhões (R$ 11,28 milhões) a receber do governo ou de indivíduos, segundo a Macmillan Cancer Support.
Receber tratamento para câncer é uma tarefa árdua o suficiente, sem a parte do prejuízo financeiro. Por isso é importante ter estratégias para mininizar o impacto econômico.
Confira abaixo algumas dicas:
O QUE SERÁ PRECISO. Força de vontade e disciplina para lidar com uma situação dificílima: custos cada vez maiores e renda familiar cada vez menor.
QUANTO TEMPO É NECESSÁRIO PARA SE PREPARAR. A maior parte das pessoas não tem nenhuma poupança para lidar com câncer quando ele surge - a exceção são aqueles que criam um fundo para se prevenir em casos de emergência. Desde o momento do diagnóstico já é importante começar a cortar gastos e poupar o máximo possível, no caso de ser preciso parar de trabalhar.
FAÇA AGORA. Leia sua apólice de seguro. Sua cobertura vai ditar os gastos que terá de desembolsar da sua própria renda. Conheça os planos, o tratamento dado a remédios, as terapias e outros custos que são cobertos. Se você não entender algo, ligue para algum especialista.
Não se esqueça de manter um registro - gravação ou anotações - de todas as conversas que tiver, caso seja necessário acionar o governo ou a Justiça.
Veja quais benefícios você tem direito por lei. No Canadá, por exemplo, o governo federal tem um programa que oferece 15 semanas de renda para pessoas que estão afastadas do trabalho por problema de saúde.
Katherine Sharpe, vice-presidente de apoio a pacientes da Sociedade Americana de Câncer recomenda que esses benefícios sejam procurados imediatamente, pois eles podem demorar para ser liberados. Isso pode prejudicar o paciente financeiramente.
Outras dicas dos especialistas:
Corte seus gastos - em tudo. Se sua renda decair, cada centavo é importante. Corte no supérfluo - como canais de TV a cabo. Entre em contato com credores ou empresas de serviços públicos e explique que você poderá ter dificuldades para lidar com pagamentos. Também leve em consideração que alguns gastos subirão por conta da sua saúde - talvez você tenha que investir mais para deixar a casa quente ou para comprar alimentos mais caros e melhores.
Procure ajuda financeira. Não espere a crise financeira chegar ao seu auge para começar a procurar ajuda. Especialistas podem ajudar a renegociar prestações de casa própria ou outros pagamentos.
Peça para trabalhar em um esquema flexível. Dependendo do seu emprego, é possível trabalhar em meio turno ou trabalhar de casa, evitando o desgaste de enfrentar o trânsito todo dia. Isso pode ser vital para sua saúde.
Mantenha um balanço de seus gastos. Nos Estados Unidos, gastos médicos são isentos de impostos se excedem 10% da renda. Isso inclui gastos com receitas médicas, consultas, exames e custos de transporte relacionados à doença.
Não tenha vergonha de pedir ajuda. Câncer pode ser a primeira ocasião que leva alguém a pedir dinheiro a seus familiares. Também existem sociedades e associações que ajudam pacientes nessas condições.
Fonte: BBC - Brasil

Dez Sinais de Câncer Frequentemente Ignorados
















Uma pesquisa da organização Cancer Research UK listou dez sintomas de câncer que muitas vezes são ignorados pelos cidadãos britânicos. A ONG diz que isso pode atrasar possíveis diagnósticos da doença.
Veja abaixo os sintomas e a que tipo de câncer eles podem estar relacionados:
§                       Tosse e rouquidão (câncer de pulmão)
§                       Aparição de caroços pelo corpo (dependendo da região do corpo, 
              pode indicar câncer)
§                       Mudança na rotina intestinal (câncer no intestino)
§                       Alteração no hábito de urinar (câncer na bexiga)
§                       Perda de peso inexplicável (pode estar ligada a diversas variações da doença)
§                       Dor inexplicável (pode indicar vários tipos de câncer)
§                       Sangramento inexplicável (pode estar ligado a cânceres no intestino, 
             na medula ou na vulva)
§                       Ferida que não cicatriza (por estar ligada a diversas variações da doença)
§                       Dificuldade de engolir (câncer no esôfago)
§                       Mudança na aparência de uma verruga (câncer de pele)
De acordo com a Cancer Research UK, muitas pessoas tendem a achar que sintomas como esses são triviais e, por isso, não procuram seus médicos.
Outro fator que motivaria os britânicos a não procurar ajuda seria o receio de "desperdiçar" o tempo dos médicos com esse tipo de suspeitas.
Os pesquisadores da entidade entrevistaram 1.700 pessoas com mais de 50 anos de idade. Mais da metade (52%) afirmou ter sentido ao menos um dos sintomas nos três meses anteriores à pesquisa.
Em um estudo qualitativo mais aprofundado, a Cancer Research UK se concentrou no caso de 50 das pessoas que tiveram os sintomas. Foi constatado que 45% delas não procuraram ajuda médica após senti-los.
Uma das pacientes relatou não ter ido fazer exames após sentir dores abdominais. "Algumas vezes eu pensei que era grave... mas depois, quando a dor melhorou, você sabe, pareceu não valer a pena investigar", disse ela.
Um homem, que percebeu mudanças na rotina na hora de urinar, disse aos pesquisadores: "Você só tem que seguir em frente. Ir muito ao médico pode ser visto como um sinal de fraqueza e podem pensar que você não é forte o suficiente para lidar com seus problemas".

A pesquisadora Katrina Whitaker, ligada à University College London, afirmou: "Muitas das pessoas que entrevistamos tinham os sintomas que dão o alerta vermelho, mas elas pensavam que os sintomas eram triviais e por isso não precisavam de assistência médica, especialmente se não sentiam dor ou se ela era intermitente."
Segundo ela, outros disseram que não queriam criar caso ou desperdiçar recursos do sistema de saúde público. O autocontrole e o estoicismo dos britânicos contribuem para esse tipo de atitude, e a persistência dos sintomas fazem com que as pessoas passem a considerá-los normais, de acordo com a pesquisadora.
Ela disse ainda que muitos pacientes só procuraram médicos depois que tiveram contato com campanhas de conscientização ou receberam conselhos de amigos ou de familiares.
Segundo o médico Richard Roope, na dúvida, é sempre melhor procurar um médico. Ele disse que muitos desses sintomas não são causados pelo câncer - mas se forem, o rápido diagnóstico aumenta as chances do paciente no tratamento da doença.
Ele afirmou que atualmente cerca da metade dos pacientes diagnosticados conseguiriam sobreviver por mais de dez anos.

Alarme falso

Uma outra pesquisa, também financiada pela Cancer Research UK, constatou que um "alarme falso" pode desestimular os britânicos a continuarem investigando possíveis sintomas da doença.
Para essa pesquisa, a University College London analisou 19 estudos científicos pré-existentes.
A pesquisa constatou que cerca de 80% das pessoas que são submetidas a exames para checar a existência do câncer após a manifestação de sintomas descobrem que não sofrem da doença.
Esse grupo tenderia a ficar desestimulado a voltar a investigar eventuais novos sintomas. Entre as principais razões para isso, segundo a organização, estariam a falta de orientação recebida dos médicos durante os exames anteriores e o temor de ser visto como "hipocondríaco".
"Pacientes que vão a seus médicos com os sintomas obviamente ficam aliviados ao saber que não têm câncer. Mas como nosso levantamento mostra, é importante que eles não sintam uma falsa sensação de segurança e entendam que ainda devem procurar ajuda se perceberem sintomas novos ou recorrentes", afirmou Cristina Renzi, uma das pesquisadoras envolvidas no estudo.
Fonte: BBC Brasil