domingo, 5 de janeiro de 2014

COMO LIDAR COM OS EFEITOS COLATERAIS DOS TRATAMENTOS DE QUIMIOTERAPIA E RADIOTERAPIA





Parte I

Nesta seção daremos sugestões práticas para lidar com os
efeitos colaterais do tratamento, que possam afetar seus
hábitos alimentares.
Essas sugestões já ajudaram outros pacientes a lidar com
problemas de alimentação que podem ser frustrantes.
Experimente todas as idéias até achar a que dê melhores
resultados. Externe suas necessidades e preocupações para
amigos e familiares, sobretudo para os que preparam suas
refeições. Diga-lhes que você dá grande valor ao apoio
que eles lhe possam dar nessa fase em que é preciso lutar
para solucionar seus problemas de alimentação.

Perda de apetite

A perda ou a falta de apetite é um dos problemas mais
comuns do câncer e do seu tratamento. Muitas coisas afetam
o apetite, inclusive o mal-estar (náusea, vômito) e o
fato de sentir-se transtornado ou deprimido por ter câncer.
A pessoa que tem essas sensações, sejam elas físicas ou
emocionais, pode perder o interesse por comer. As seguintes
sugestões podem ajudar a tornar mais agradável a hora
das refeições para que você tenha mais vontade de comer:
• Mantenha a calma, especialmente na hora das
refeições. Não coma com pressa.
• Ocupe-se com o maior número possível de atividades
normais. No entanto, se não estiver com vontade e não
quiser participar delas, não se sinta obrigado a isso.
• Tente mudar a hora, o lugar e o ambiente onde come.
Um jantar à luz de velas pode tornar a refeição mais
atraente. Ponha uma mesa colorida, ouça música suave
enquanto come. Coma com outras pessoas ou fique assistindo
ao seu programa de TV favorito durante a refeição.
• Coma sempre que tiver fome. O número de refeições
do dia não precisa ser exatamente as três principais.
Várias pequenas refeições ao longo do dia podem até
dar melhores resultados.
• O menu deve ser variado. Experimente algumas das
receitas da parte intitulada: “Receitas para melhorar a
nutrição durante o tratamento do câncer” (pág. 55).
• Coma com freqüência durante o dia, mesmo na hora de
dormir. Tenha sempre um lanche sadio à mão. Se de
hora em hora você der umas mordiscadas no
alimento correto ou uns goles no líquido apropriado,
pode obter proteínas e calorias com mais facilidade. Na
página 31 há algumas idéias para o preparo de lanches.

Dor na boca ou na garganta

A radioterapia, os medicamentos contra o câncer e as
infecções freqüentemente produzem sensibilidade na
boca ou nas gengivas e dor de garganta ou no esôfago. Se
você tiver dor na boca ou nas gengivas, procure o médico
para ter certeza de que se trata de um efeito colateral
do tratamento, e não de um problema dentário sem relação
com ele. O médico lhe dará um medicamento capaz
de controlar esse tipo de dor. O dentista também
poderá dar-lhe dicas sobre higiene bucal.
Certos alimentos irritam ainda mais a boca que já esteja
sensível, dificultando a mastigação e a deglutição. A
escolha correta do alimento e a adoção de cuidados
especiais com a boca podem facilitar o ato de comer.
Aqui vão algumas sugestões que podem ser úteis:
• Dê preferência a alimentos fáceis de mastigar e engolir como:
- Milk-shakes;
- Bananas, purê de maçã e outras frutas tenras;
- Calda de pêssego, pêra e damasco;
- Melancia;
- Queijo cottage;
- Purê de batatas, macarrão e queijo;
- Cremes, pudins e gelatina;
- Ovos mexidos;
- Mingau de aveia ou outros cereais pré-cozidos;
- Legumes amassados, como ervilhas e cenouras
(purê);
- Carnes moídas;

- Líquidos.
• Evite alimentos que possam irritar a boca, tais como:
- Frutos cítricos e seus sucos: laranja, tangerina,
toronja, etc;
- Alimentos condimentados ou salgados;
- Alimentos duros, ásperos ou secos, como legumes
crus, granola, torradas, biscoitos.
• Cozinhe os alimentos até que fiquem pastosos
e tenros.
• Corte tudo em pedaços pequenos.
• Misture os alimentos com manteiga, molhos e caldas
para facilitar a deglutição.
• Use liquidificador ou processador para fazer purês
• Use canudinho para beber líquidos.
• Experimente comer os alimentos frios ou na temperatura
ambiente. A comida quente pode irritar a boca e a
garganta que já estejam sensíveis.
• Se a deglutição for difícil, inclinar a cabeça para trás ou
para a frente pode ajudar.
• Se houver azia, tente ficar sentado ou em pé por cerca
de uma hora após a refeição.
• Se os dentes e as gengivas estiverem sensíveis, o dentista
poderá recomendar algum produto especial para a
higiene bucal.
• Enxágüe a boca com freqüência para retirar alimentos
e bactérias e para facilitar a regeneração dos tecidos.
• Fale com o médico sobre pastilhas e aerossóis anestésicos
que possam sensibilizar a boca e a garganta pelo
tempo de uma refeição.

Mudança nas sensações de olfato e paladar

As sensações de olfato e paladar podem mudar durante o
período de doença ou tratamento. Devido a uma condição
a que se dá o nome de ageusia (perda ou enfraquecimento
da sensação gustativa), os alimentos podem parecer
ter gosto amargo ou metálico, especialmente a carne
ou outros alimentos ricos em proteínas. Outros parecerão
ter menos sabor. A quimioterapia, a radioterapia ou o próprio
câncer podem causar esses problemas. Os problemas
dentários também podem mudar o sabor dos alimentos.
Na maioria dos casos, esse tipo de alteração gustativa e
olfativa desaparece com o término do tratamento.
Não há um modo infalível de melhorar o sabor e o cheiro
dos alimentos, porque cada pessoa é afetada de uma
maneira diferente pela doença e por seus tratamentos.
No entanto, as dicas abaixo poderão melhorar o gosto
da sua comida (se você também tiver dor na boca, na
gengiva ou na garganta, fale com o médico ou com o
nutricionista. Eles poderão sugerir maneiras de melhorar
o gosto de seus alimentos sem ferir as áreas doloridas).
• Escolha e prepare alimentos que lhe pareçam ter boa
aparência e bom odor.
• Se a carne vermelha (por exemplo, o bife) tiver sabor
ou odor estranhos, dê preferência à carne de frango,
peru, peixe, ovos ou aos laticínios, mas que não
tenham cheiro forte.
• Melhore o aroma da carne de boi, frango ou peixe
deixando-a de molho em sucos doces de frutas, vinho
doce, molho de vinagre ou agridoce.
• Tente usar pequena quantidade de ervas aromatizantes,
como manjericão, orégano ou alecrim.
• Experimente alimentos acres, como laranjas ou limões,
que têm mais sabor. Um creme de limão pode ter
ótimo sabor e ainda fornecer proteínas e calorias (não
faça isso se tiver dor na boca ou na garganta).
• Sirva-se de alimentos em temperatura ambiente.
• Tente usar bacon, presunto ou cebola para aumentar
o sabor dos vegetais.
• Deixe de comer aquilo que cause sabor desagradável.
• Vá ao dentista para descartar a possibilidade de estar
com problemas dentários que possam afetar o sabor
ou o cheiro dos alimentos.
• Fale com o dentista sobre enxaguatórios especiais
e sobre a boa higiene bucal.

Fonte: Sociedade Franco Brasileira de Oncologia


sábado, 4 de janeiro de 2014

TERAPIA ANTINEOPLÁSICA ORAL PARA TRATAMENTO DO CÂNCER





Lista dos medicamentos que serão cobertos pelos planos de saúde para vários tipos de câncer: 

1 - Abiraterona, Acetato de - Próstata
 Metastático resistente à castração em homens que receberam quimioterapia prévia com docetaxel

2 - Anastrozol - Mama
Adjuvante na pós-menopausa em mulheres com tumor receptor hormonal positivo - Mama
Primeira linha de tratamento em mulheres na pós-menopausa com câncer de mama metastático receptor hormonal positivo - Mama
Câncer de mama metastático em mulheres na pós-menopausa com progressão da doença em uso de tamoxifeno - Mama

3 - Bicalutamida - Próstata
Avançado em combinação com o tratamento com análogos do LHRH ou castração cirúrgica - Próstata
Metastático em pacientes nos quais a castração cirúrgica ou medicamentosa não está indicada ou não é aceitável - Próstata

4 - Bussulfano - Leucemia Mielocítica
LMC - Leucemia Mielocítica (mielóide, mielógena, granulocítica) Crônica
Sem especificação de fase da doença

5 - Capecitabina - Colorretal
Primeira Linha em câncer metatático
Adjuvante para pacientes em estágio II com critério de alto risco ou Dukes C (estágio III), submetidos à ressecção completa do tumor primário
Câncer em estágio avançado, desde que associado com compostos de platina, como a cisplatina ou oxaliplatina - Gástrico
Metastático, após falha de antraciclina ou taxano, ou em face de contraindicação para estas medicações - Mama

6- Ciclofosfamida - Leucemias
Sem especificação de fase da doença
Linfomas
Sem especificação de fase da doença
Mama
Sem especificação de fase da doença
Micose Fungóide
Estágios avançados
Mieloma Múltiplo
Sem especificação de fase da doença
Neuroblastomas
Em pacientes com disseminação
Ovário
Sem especificação de fase da doença
Retinoblastomas
Sem especificação de fase da doença

7 - Clorambucila
Linfoma de Hodgkin
Sem especificação de fase da doença
Linfoma Não-Hodgkin
Sem especificação de fase da doença
LLC - Leucemia Linfocítica Crônica
Sem especificação de fase da doença

TERAPIA ANTINEOPLÁSICA ORAL PARA TRATAMENTO DO CÂNCER

8 - Dasatinibe
LLA - Leucemia Linfocítica (Linfoblástica) Aguda
Cromossomo Ph+ com resistência ou intolerância à terapia anterior
Leucemia granulocítica) Crônica
Fases crônica, acelerada ou blástica mieloide/linfoide com resistência ou intolerância ao tratamento anterior incluindo imatinibe

9 - Dietiletilbestrol
Mama
Casos paliativos
Próstata
Casos paliativos

10 - Erlotinibe, Cloridrato de
Pulmão não pequenas-células
Câncer de pulmão de não pequenas células não escamoso; Indicado em primeira linha nos pacientes com doença metastática ou irressecável com mutação nos éxons
19 ou 21

11 - Etoposídeo
Leucemias agudas
Não linfocíticas
Linfoma de Hodgkin
Sem especificação de fase da doença
Linfoma Não-Hodgkin
Sem especificação de fase da doença
Pulmão pequenas células
Em combinação com outros agentes quimioterápicos
Testículo
Tumores refratários que já receberam tratamento cirúrgico, quimioterápico e radioterápico apropriados

12 - Everolimus
Mama
Câncer de mama metastático receptor hormonal positivo após falha de primeira linha hormonal, em associação com exemestano

13 - Exemestano
Mama
Adjuvante em mulheres na pós-menopausa com tumor receptor hormonal positivo, seja de início imediato ou após 2-3 anos de tratamento com tamoxifeno
Mama
Câncer de mama metastático em mulheres na menopausa, com tumores receptor hormonal positivo, seja em primeira linha, seja após falha de moduladores de receptor de estrógeno
Mama
Terapia pré-operatória em mulheres na pós-menopausa com câncer de mama localmente avançado receptor hormonal positivo, com a intenção de permitir cirurgia conservadora da mama

14 - Fludarabina
LLC - Leucemia Linfocítica Crônica
Tumores de células B

15 - Flutamida
Próstata
Indicado como monoterapia (com ou sem orquiectomia) ou em combinação com um agonista LHRH (“luteinizing hormone-releasing hormone”), no tratamento do câncer avançado em pacientes não-tratados previamente ou em pacientes que não responderam ou se tornaram refratários à castração

16 - Gefitinibe
Pulmão não pequenas-células
Câncer de pulmão de não pequenas células não escamoso; Indicado em primeira linha nos pacientes com doença metastática ou irressecável com mutação nos éxons 19 ou 21

17 - Hidroxiuréia
LMC - Leucemia Mielocítica (mielóide, mielógena, granulocítica) Crônica
Fase crônica

18 - Imatinibe
LLA - Leucemia Linfocítica (Linfoblástica) Aguda
Cromossomo Ph+ recaída ou refratária
LMC - Leucemia Mielocítica (mielóide, mielógena, granulocítica) Crônica
Recém diagnosticada LMC Cromossomo Ph+ fase crônica; crise blástica; fase acelerada; fase crônica após falha de interferon
Tumor estromal gastrintestinal (GIST)
Irresecável ou metastático
Tumor estromal gastrintestinal (GIST)
Adjuvante do tratamento de casos ressecados de alto risco

19 - Lapatinibe,
Ditosilato de
Mama
Tratamento do tumor metastático HER2+ , após falha de trastuzumabe, em associação com capecitabina ou letrozol

20 - Letrozol
Mama
Neoadjuvante, adjuvante ou metástatico em mulheres na pós-menopausa com tumores receptor hormonal positivo

21 - Megestrol, Acetato de
Endométrio
Como paliativo do carcinoma avançado (doença recorrente, inoperável ou metastática)
Mama
Como paliativo do carcinoma avançado (doença recorrente, inoperável ou metastática)

22 - Melfalano
Mieloma Múltiplo
Sem especificação de fase da doença
Ovário
Câncer Avançado

23 - Mercaptopurina
LLA - Leucemia Linfocítica (Linfoblástica) Aguda
Indução da remissão e manutenção
LMA - Leucemia Mielóide (mielocítica, mielógena, mieloblástica, mielomonocítica) Aguda
Indução da remissão e manutenção
LMC - Leucemia Mielocítica (mielóide, mielógena, granulocítica) Crônica
Sem especificação de fase da doença

24 - Metotrexato
Cabeça e pescoço
Sem especificação de fase da doença
Linfoma de Hodgkin
Sem especificação de fase da doença
LLA - Leucemia Linfocítica (Linfoblástica) Aguda
Sem especificação de fase da doença
Mama
Sem especificação de fase da doença
Sarcoma osteogênico
Sem especificação de fase da doença
Tumor trofloblástico gestacional
Sem especificação de fase da doença

25 - Mitotano
Córtex suprarenal
Carcinoma inoperável

26 - Nilotinibe
LMC - Leucemia Mielocítica (mielóide, mielógena, granulocítica) Crônica
Fase crônica acelerada, Ph+ resistentes ou intolerantes a terapia prévia incluindo imatinibe

27 - Pazopanibe
Rim
Irressecável ou metastático em primeira linha

28 - Sorafenibe
Hepatocarcinoma
Em casos irressecáveis

29 - Sunitinibe, Malato de
Tumor estromal gastrintestinal (GIST)
Tumor estromal gastrintestinal (GIST) após progressão da doença em uso de imatinibe ou intolerância ao imatinibe
Rim
Irressecável ou metastático em primeira linha

30 - Tamoxifeno, Citrato de
Mama
Neoadjuvante, adjuvante ou metástatico em carcinoma de mama com tumores receptor hormonal positivo

31 - Tegafur - Uracil
Cólon-reto
Tratamento de doença adjuvante e tratamento de doença metastática
Estômago
Tratamento de doença adjuvante e tratamento de doença metastática

32 - Temozolamida
SNC - Sistema Nervoso Central
Glioblastoma multiforme em adjuvância ou doença recidivada
SNC - Sistema Nervoso Central
Glioma maligno, tal como glioblastoma multiforme ou astrocitoma anaplásico, recidivante ou progressivo após terapia padrão

33 - Tioguanina
LLA - Leucemia Linfocítica (Linfoblástica) Aguda
Sem especificação de fase da doença
LMA - Leucemia Mielóide (mielocítica, mielógena, mieloblástica, mielomonocítica) Aguda
Sem especificação de fase da doença
LMC - Leucemia Mielocítica (mielóide, mielógena, granulocítica) Crônica
Sem especificação de fase da doença

34 - Topotecana,
Cloridrato de
Pulmão pequenas células
Casos de recaída após falha de quimioterápico de 1ª linha

35 - Tretinoína (ATRA)
Leucemia Promielocítica
Indução de remissão

36 - Vemurafenibe
Melanoma
Metastático com mutação V600E do gene BRAF, primeira linha

37 - Vinorelbina
Pulmão
Carcinoma de pulmão não de pequenas células
Mama
Carcinoma de mama

Fonte:  Laboratório Paulo C. Azevedo/ANS


Planos de Saúde são obrigados a partir do dia 2 de janeiro de 2014 a cobrir 37 remédios contra o câncer e a cobrir testes genéticos





Enfim uma boa notícia para nós, paciente com câncer, para o ano que inicia!

Medida inclui exames genéticos para detectar risco de doenças hereditárias

Mudanças: drogas orais deverão ser fornecidas para  56 tipos de câncer, possibilitando o tratamento em casa

A partir desta quinta-feira, usuários de planos de saúde terão direito a receber 37 drogas orais indicadas para o tratamento de 56 tipos de câncer. Também poderão fazer uma série de exames genéticos para detectar risco de doenças hereditárias ou de câncer. As mudanças constam da nova lista de procedimentos e exames obrigatórios aos planos de saúde, atualizado a cada dois anos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

O novo rol é a base mínima de procedimentos que as operadoras de planos de saúde são obrigadas a fornecer aos seus beneficiários. As novas regras também incluem a obrigatoriedade da cobertura da radioterapia IMRT, em que o feixe de luz é modulado e atinge apenas as células doentes, preservando as sadias. Também está incluída a ampliação da indicação do PET-Scan de três para oito tipos de câncer: além de tumor pulmonar para células não pequenas, linfoma e câncer colo-retal, o exame passa a ser indicado também para a detecção de nódulo pulmonar solitário, câncer de mama metastático, câncer de cabeça e pescoço, melanoma e câncer de esôfago. Esse exame de imagem é um dos mais modernos para monitoramento da doença.

Leia mais:
Planos de saúde terão de ofertar 37 novos tratamentos para o câncer
SP: 30% dos usuários de planos de saúde recorreram ao SUS ou atendimento particular

Medicação oral – O fornecimento da medicação oral contra o câncer era uma das demandas mais antigas dos usuários de planos e dos médicos. Essas drogas funcionam como um tipo de quimioterapia, mas são mais modernas, causam menos efeitos colaterais e podem ser administradas em casa, evitando gastos com internações hospitalares.

Até o final de 2013, os pacientes tinham de recorrer à Justiça para ter direito ao tratamento com essas drogas. Agora, além das regras da ANS, uma lei aprovada em outubro também torna obrigatória essa cobertura pelos planos de saúde. A lei engloba todos os tipos de medicamentos e não apenas os 37 previstos na nova lista e passará a valer em maio deste ano.

Os planos terão de pagar, por exemplo, o tratamento com capecitabina (Xeloda), indicada para câncer de mama metastático. Cada caixa custa em média 2.500 reais. Também está garantida a obrigatoriedade do fornecimento de acetato de abiraterona (Zytiga), usado para câncer de próstata, que custa quase 11.000 reais. O gefitinibe (Iressa), para câncer de pulmão, custa 4.000 reais. A ANS se adiantou à lei federal e já tornou obrigatório o fornecimento dessa medicação oral a partir de 2 de janeiro, diz Karla Coelho, gerente de Atenção à Saúde da ANS.

Genética – Os exames genéticos que passam a fazer parte da lista têm como objetivo o rastreamento de 29 doenças específicas, entre elas a dos genes BRCA1 e BRCA2 (que indicam risco aumentado de câncer de mama e ovários). Outro incluído na lista é o teste para a síndrome de Lynch, doença que aumenta o risco de câncer intestinal e outros tumores. Os exames, no entanto, só podem ser pedidos por médicos geneticistas - o que limita a sua abrangência, já que existem apenas cerca de 200 no Brasil. A medida inclui também 28 cirurgias por videolaparoscopia (procedimentos menos invasivos que reduzem os riscos para o paciente e o tempo de internação).

Para o advogado Julius Conforti, especialista em direito dos consumidores de planos de saúde, apesar de o novo rol ser um avanço, ele chegou tardiamente e com limitações. A inclusão da cobertura obrigatória para os quimioterápicos orais já deveria ter sido feita há pelo menos dez anos. Ampliar a cobertura dos testes genéticos, mas estabelecer que somente geneticistas possam prescrevê-los tem quase o mesmo efeito de não incluí-los, avalia.

Segundo Karla, a inclusão dos novos procedimentos ocorreu depois de uma série de reuniões com operadoras de planos, prestadores de serviços e órgãos de defesa do consumidor. Os consumidores tiveram grande participação nas contribuições: das 7.340 sugestões enviadas por meio de consulta pública, praticamente metade era de consumidores.


 Fonte: Laboratório Paulo C. Azevedo


quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

A boa alimentação durante o tratamento do câncer





Uma dieta nutritiva é sempre vital para que o organismo
funcione melhor. A boa nutrição é ainda mais
importante para as pessoas que sofrem de câncer. Por quê?
• Quem come melhor durante o tratamento tem mais
capacidade de vencer os efeitos colaterais deste e de
enfrentar, com êxito, a administração de doses mais
altas de certos medicamentos.
• Um regime alimentar sadio pode ajudar a manter o
vigor, evitando a degeneração dos tecidos do corpo e
ajudando a reconstruir aqueles que o tratamento do
câncer possa ter prejudicado.
• Quando não se ingere a quantidade suficiente ou o tipo
correto de alimento, o corpo utiliza os nutrientes que
tem armazenado para servirem de fonte de energia. O
resultado é que as defesas naturais se enfraquecem, e o
corpo não consegue combater as infecções. No entanto,
esse sistema de defesa é importantíssimo para quem
tem de enfrentar o câncer, pois, nessas circunstâncias,
é sempre grande o risco de adquirir infecções.

QUAL O TIPO DE ALIMENTO NECESSÁRIO?
Uma boa regra é ingerir vários alimentos diferentes
todos os dias. Nenhum alimento ou grupo de alimentos
contém todos os nutrientes necessários. Para manter o
vigor do organismo, a dieta deve conter porções diárias
dos seguintes grupos de alimentos:
• Frutas e vegetais: Verduras cruas ou cozidas, frutas e
sucos de frutas são fontes de algumas vitaminas (como
A e C) e de sais minerais necessários ao organismo.
• Alimentos protéicos: As proteínas contribuem para
a regeneração do organismo e o combate às infecções.
Carnes em geral, peixes, aves, ovos, leite, iogurte e queijo
fornecem não só proteínas como também muitas vitaminas
e sais minerais.
• Cereais: Os cereais, tanto in natura quanto os presentes
no pão, nas massas e arroz, fornecem vários carboidratos
e vitamina B. Os carboidratos são uma ótima fonte de
energia, sendo necessários para que o organismo
funcione bem.
• Laticínios: O leite e seus derivados fornecem proteínas e
muitas vitaminas, constituindo a melhor fonte de cálcio.
Com o intuito de prestar esclarecimentos sobre o melhor
regime alimentar, os Ministérios da Agricultura e da
Saúde dos Estados Unidos conceberam uma “Pirâmide
Alimentar”, em que são apresentadas as quantidades e os
tipos de alimentos recomendados para consumo diário. Nela
são destacados cinco grupos de alimentos: pão, frutas, verduras/
legumes, leite e carnes, e o objetivo principal é reduzir
a quantidade de gordura contida na dieta.
“Consuma vários tipos de alimentos todos os
dias” Na verdade,
os melhores alimentos para você, agora, podem ser muito
diferentes dos apresentados na pirâmide, dependendo do
tipo de tratamento que você está recebendo e do modo como
se sente. É provável que você precise de mais calorias e de
mais proteínas, que podem ser obtidas com a ingestão
de carnes e laticínios. Você pode estar precisando eliminar
temporariamente o consumo de alimentos ricos em
fibras, tais como verduras, frutas, legumes e cereais integrais,
se o seu tratamento provocar diarréia. O médico
ou o nutricionista também podem sugerir a inclusão na
dieta de suplementos alimentares comercializados, para
garantir a ingestão de quantidade suficiente de proteínas,
calorias e outros nutrientes durante o tratamento
Ouça o que seu corpo lhe diz. Se a náusea tornar certos
alimentos pouco atraentes, dê preferência a outros que
lhe pareçam mais aceitáveis. Por exemplo, se você sentir
repugnância a frutas, mas não a alimentos protéicos, dê
preferência a estes últimos e coma menos frutas.
Às vezes, a mudança na forma do alimento pode torná-lo
mais apetitoso e contribuir para a melhor alimentação.
Quem tem dificuldade para comer frutas frescas pode

tentar fazer milk-shake com compota de frutas.

Fonte:  Sociedade Franco Brasileira de Oncologia


Câncer de Mama e Alterações no Peso





Mulheres com câncer de mama se queixam com frequência do ganho de peso como um efeito colateral indesejável do tratamento. Mulheres na pré-menopausa submetidas à quimioterapia tem maior risco de ganhar peso durante o tratamento.

Muitas mulheres em quimioterapia contam que tiveram um aumento de peso médio entre 2 - 4 kg em um ano. Outras relatam que engordaram mais de 10 kg.

O que causa o ganho de peso?

Muitos fatores contribuem para o ganho de peso. Um dos motivos pode ser a menopausa precoce causada pela quimioterapia. O ganho de peso em mulheres na pós-menopausa pode ocorrer pelo metabolismo mais lento do corpo e pela alteração que ocorre na estrutura corporal, quando o corpo ganha mais gordura e perde massa muscular.

Outro motivo para o ganho de peso durante o tratamento do câncer de mama é o uso de corticosteróides para ajudar a combater as náuseas que muitas vezes ocorre durante a quimioterapia. Este tipo de medicamentos pode causar aumento de apetite, além do que pode provocar a redistribuição de gordura do corpo, acúmulo de líquidos (edema) e perda de massa muscular.

Algumas pesquisas sugerem que o ganho de peso também está relacionado à falta de exercícios físicos. A diminuição da atividade física pode dever-se à fadiga, náuseas, vômitos e dor que geralmente podem ocorrer durante o tratamento.

O ganho de peso pode também estar relacionado com "desejos” descontrolados por certos alimentos. Algumas mulheres têm desejos que geralmente envolvem doces e carboidratos durante a quimioterapia. Esses alimentos podem provocar aumento de peso, especialmente quando eles não são consumidos com moderação.

Que outros medicamentos utilizados no tratamento do câncer de mama podem causar ganho de peso?

As mulheres tratadas com corticoides podem ganhar cerca de 2 kg em um ano. No entanto, o ganho de peso torna-se normalmente visível após algumas semanas de uso contínuo.

Os esteroides são substâncias hormonais que provocam aumento do tecido adiposo. O resultado mais comum é inchaço na região do pescoço, rosto e abdome. Outro efeito colateral dos esteroides é a perda de massa muscular, que torna mais aparente o ganho de peso.

A hormonioterapia é outro tratamento que pode causar ganho de peso. Esse tipo de tratamento diminui a quantidade de estrogênio e progesterona nas mulheres e de testosterona nos homens. A hormonioterapia tende a provocar um aumento da gordura corporal. Ao mesmo tempo, há uma diminuição da massa muscular e uma mudança na forma que os alimentos são metabolizados.

Muitas mulheres que tomam tamoxifeno relataram que engordaram com o uso desse medicamento. Até agora, porém, não existem estudos conclusivos que mostrem uma relação entre esse hormônio e o ganho de peso.

O tratamento do câncer de mama pode levar a perda de peso?

Sim. Tipicamente, a perda de peso em pacientes com câncer de mama é devido aos efeitos colaterais da quimioterapia, como náuseas, vômitos e perda de apetite.

Existem riscos específicos relacionados ao ganho ou perda de peso?

O ganho de peso pode aumentar o risco de pressão alta, doenças cardíacas e diabetes. Estar acima do peso também aumenta o risco para o desenvolvimento de outros tipos de cânceres. Algumas pesquisas mostraram que o excesso de peso pode aumentar o risco de recidiva da doença.

Ter uma dieta saudável ajuda a manter o peso durante o tratamento?

As mulheres em quimioterapia devem manter uma dieta bem equilibrada, com frutas, legumes, laticínios, pães, aves, peixe e carne magra. Uma dieta baixa em gordura total e saturada pode reduzir o risco de doença cardíaca, bem como uma recidiva da doença. Uma alimentação adequada pode ajudar a tolerar os efeitos colaterais da quimioterapia, bem como a combater possíveis infecções. A alimentação saudável permite que o corpo reconstrua os tecidos saudáveis mais rapidamente.

Ingerir uma boa quantidade de proteínas na dieta ajuda no reparo dos danos causados à pele, cabelo, músculos e órgãos durante o tratamento. Um benefício adicional de uma dieta rica em proteínas é que pode aumentar a eficácia dos exercícios. Isso auxilia numa possível perda de peso.

É importante mencionar que se deve ingerir uma boa quantidade de líquidos para proteger a bexiga e os rins, que podem ser danificados durante o tratamento.

Qual a importância dos exercícios físicos durante o tratamento e na manutenção de um peso saudável?

A prática regular de exercícios físicos proporciona um bom estado de saúde geral. Mas antes de iniciar qualquer programa de exercícios, você deve conversar com seu médico.

As pacientes com câncer de mama muitas vezes são incentivadas a se exercitar, para ajudar a reduzir os efeitos colaterais, como náuseas e fadiga. Além do que a atividade física também pode aumentar o nível de energia física.

A prática de atividade física mesmo que moderada pode aumentar a sobrevida. A prática moderada pode consistir de caminhadas de 3 a 5 horas por semana.

Um treinamento mais intenso também é recomendado. Ele pode ajudar a reconstruir massa muscular e aumentar a força. A perda de massa corporal associada ao tratamento do câncer de mama tende a ocorrer na parte inferior do corpo. Então, enfatizar essa região durante o treinamento pode ser benéfico.


Uma recomendação de grande importância é tomar cuidado ao fazer levantamento de peso com os membros superiores, devido ao linfedema. O linfedema é o inchaço do braço devido à retirada dos linfonodos. Portanto, os exercícios que envolvam os membros superiores devem ser sempre supervisionados. Consulte seu médico para ver a possibilidade de realizar exercícios físicos e a intensidade dos mesmos, é ele quem conhece seu caso em detalhes.

Fonte:  ONCOGUIA